quinta-feira, 27 de maio de 2010

Normal? Confuso?

Me senti tentada a escrever sobre outro assunto hoje, mas preciso pensar.. por isso vou voltar ao que já havia pensado: o normal.
Faz um tempo já, tive uma discussão com uma pessoa um pouco excessiva, ele se empolgava nas discussões, e começamos a discutir sobre o ''normal'', deixo bem claro que isso não foi só uma vez, e nem só 5 minutos, lembrando disso, resolvi que ia fazer este post.
Normal: Usual; Usual: habitual; Habitual: Frequente,usual.
Logo, o normal é o habitual, que vem de hábito, logo, o normal é inexistente. Sei que você vai pensar: mas se é alguma coisa e tem significado, ele existe sim... por isso, fiz questão de procurar algumas definições:
  • Normalidade é um estado padrão, normal, que é considerado correto, justo sob algum ponto de vista;
  • que segue uma norma ou uma regra; comum, usual, de praxe;

Hnnnm, bem interessante: normal - justo sob algum ponto de vista - usual, logo o normal é uma palavrinha criada para substituir outra palavrinha. O que é habitual para mim pode não ser para você e vice versa, logo não é normal. Normal segundo a vulgarização, (novamente)significa algo que seja comum aos olhos das pessoas: ' ser homossexual, para aqueles que são homossexuais ou os não-preconceituosos é algo habitual, eles convivem com isso e não se importam, logo, é ''normal''; já para aqueles preconceituosos ou que simplesmente não aceitam esta opção sexual, não á um hábito e sim algo com '' querer aparecer'' e 'sem vergonhise' (que fique bem claro, só estou citando exemplos me isentando de qualquer opinião sobre orientações sexuais) , logo, não é habitual, assim não é ''normal'', PRONTO ! Normal para um grupo e não normal para outro grupo, como pode isso? O normal não seria algo comum? Pois é, não é normal ops, não é assim mesmo, não é normal (?).

domingo, 16 de maio de 2010

Mas então..

Confesso que este post era para ser sobre etnocentrismo, mas, ta um pouco complicado escrever sobre isso, então, enquanto o texto não fica pronto, vou escrever hoje sobre outra coisa que você vai perceber no decorrer do artigo.
Quantos já pararam pra pensar que não era compreendido por ninguém? Acho que a maioria de nós né... Por outro lado, quantas vezes já paramos para entendermos a nós mesmos? também acho que várias vezes, menos do que julgamos a atitude alheia, mas isso é assunto do post passado.
Costuma-se dizer por aí, que existem duas partes de nós: a racional e a sentimental(muitas vezes, irracional), e acredita-se que é possível conseguir um equilíbrio entre ambas as partes, e mais ainda, que é muito mais feliz aquele que consegue esse equilibrio. Nunca ninguém provou esse caso, então não tenho como dizer se é certo ou errado, o que vou dizer é que reparando no comportamento alheio, pude notar três coisas: as pessoas são sentimentais e gostam disso; dois: as pessoas fingem se importar por que uma parte dentro delas quer que ela se importe; três: as pessoas realmente não se importam. Quem se importa, realmente se importa, e quando sofre, sabe que sofre por um motivo que acha justo e certo, não pensa antes de se por no lugar de outro, ela realmente se importa, de mente e coração, por vezes até irracionais; quem se importa em partes, se importa por que lhe é conveniente e por que parte dentro dessa pessoa diz que ela deve se importar por que é bom, mas quando o orgulho fala mais alto ela faz o que tiver de fazer, seja o que for, ela se importará com ela mesma, mas, em alguns casos, ela vai deixar o coração falar mais alto ; Quem não se importa, realmente não se importa com nada, apenas com o que lhe é conveniente em todos os casos, geralmente são racionais excessivos, eles só querem o que é prático.
Mas parando para pensar, existe um quarto tipo: o irracional enrustido. È aquele que finge não se importar, mas se importa, finge por achar que as pessoas vão rir, e por que não quer demonstrar fraqueza. Daí, abre-se uma discussão: o que é fraqueza? o que é certo ou errado? Infelizmente não achei essas respostas, por que o que é certo pra uma pessoa, pode não ser para outra e assim por diante... o caso é, que é complicado quando os lados não são respeitados, há sempre a divergência, parece que por isso costuma-se dizer que as pessoas complicam as coisas; Para o ser racional é tudo muito simples, já que ele é mais frio e calculista, pra ele as pessoas complicam o fácil e acham fácil o difícil, o que realmente deve ser um absurdo aos olhos dele, mas sabe que no final ele respeita, por que pra ele é simples: se pra ele não é certo, pro outro é, basta cada um ficar na sua e todo mundo é feliz! Estar certo ou errado, é uma questão de ponto de vista, nada que não possa ser julgado, mas, requer habilidade. Simples assim...; Já para os menos racionais de mais, a coisa é diferente, ele já pensa nos detalhes desnecessários, como ' e se não der certo', é óbvio que sempre é bom ter um plano B, mas sempre pensando positivo e não negativo, parece que para algumas pessoas tudo dói, tudo machuca e só um ponto de vista é o certo. Seria tão mais simples se cada um soubesse respeitar o limite dos outros... mas isso não acontece nesse mundo ("All need help and all wiil go need one day"), principalmente por que o sentimental não entende nunca o racional, o racional se esforça e até consegue, com dificuldade óbvio, mas o sentimental não entende como alguém pode ser tão ''cruel''.
'' Que seja individualismo. Que seja sentimentalismo. Que seja equilíbrio. Que seja... ou... seja... ou não seja...
A única coisa que imploro, é mais respeito e compreensão para aqueles menos racionais e um pouco mais de carinho e tolerância aos mais racionais ...''
I.M

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros.

Tenho certeza que todos já escutaram a seguinte expressão: "Errar é Humano", esta frase vem de 4a.C em Roma.
Mas por outro lado, a discussão aqui é: Errar, é humano mas,já percebeu que a coisa mais ''normal'' do mundo, é atribuirmos erros aos outros?Por acaso,isso não seria o erro inicial?
Fato que esta frase é verdadeira, não há como questionar, desde que o homem é homem,ele erra e teoricamente falando, sofre as consequencias no momento certo, porém, no quesito 'Humildade' para reconhecer este erro, o homem é um grande pecador, está sempre a procura do erro alheio e nunca a procura seu próprio erro, acredite, todos somos muito bons nisto, assustador não?
Sobre o assunto,já foi dito que o erro é algo psíquico, uma manifestação que tem seu lado e objetivo próprios, como uma ''tendência'', o próprio Nietzsche disse que a educação do ser humano é baseada no erro: ''1°:Ele nunca se viu senão imperfeitamente; 2°atribuiu-se qualidades imaginárias; 3°sentiu-se em relações falsas diante da natureza e dos animais; 4°nunca deixou de inventar tábuas de tomar cada uma delas durante um certo tempo como eterna e absoluta(Friedrich Nietzsche).
Com tudo isso,posso definir o erro como algo natural.Mas existe um problema, quando o medo do erro toma uma proporção tão grande, a ponto de fazer você evitar realizar certas ações.Errar, não é certo, mas somos imperfeitos, errar é coisa do imperfeito, que erremos então, tomando um cuidado para que o mesmo erro não seja cometido novamente por falta de atenção, esta é a sacada da coisa, errar por falta de compreensão é compreensível e amostra de que a vontade existe, deve e pode cometido o suficiente até que se aprenda,mas quando se aprende e erra por opção...
O erro pode ser visto como uma saída de emergência, você quer aprender, pode conquistar esse aprendizado por meio do empirismo, a prática serve para que você aprenda,mas antes de aprender, você vai errar.Como eu escuto frequentemente: Mais vale errar do que não tentar; o medo cega, impede o seu crescimento, o medo é a maior atrocidade contra o poder da racionalidade que possuímos.

''O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a larga experiência vital decantada por milênios, gota a gota.''

José Ortega e Gasset

Créditos: alguém ai que não quer que eu coloque o nome aqui e Daniel.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Racional ou não...tá ai;

Já parou pra pensar nas coisas que temos e não valorizamos? Quantas vezes você acordou e lembrou de agradecer a Deus por enxergar,por respirar,por estar vivo? Lembra da ultima vez que pensou quão mágico é andar? Acho que são coisas tão simples,que nem nós mesmos lembramos de fazer,por que é estranho agradecer por uma coisa que temos desde que nascemos,uma ''bobagem''.A riqueza das coisas está nos detalhes que ela apresenta,no sentido que damos a ela internamente,aquele sentido que não conseguimos expressar,aquela palavra que não sai da boca, aquela lágrima que fica presa com medo de cair,aquele suspiro profundo que damos ao provar uma nova sensação,lembre-se o quão maravilhoso é isso. Hoje estive escutando um debate onde uma questão foi levantada: ' Onde foram parar as relações humanas(pessoais e impessoais) com a revolução científica? '; confesso que essa pergunta me deixou internamente inquieta,embora não tive vontade de falar,escutei e pus-me a pensar que realmente o valor que o homem dá a a si e a relação com o próximo,está em segundo plano.Pode ser que sejamos ainda muito ignorantes para pensar neste assunto,já que nossos laços estão tão estreitos,mas hoje,algumas pessoas até trocam coisas por Internet,um completo absurdo!quantos relatos vocês conhecem que pessoas que desenvolveram síndromes por não se comunicar? estas pessoas ficam tão vidradas na Internet que passam a ter medo de outras pessoas não sabem comunicar-se, ter sequer uma conversa das mais simples e amigável,óbvio que alguns dirão: ' mas isso é coisa do nerd que fica o dia jogando no computador' mas eu pergunto: e daí? ele realmente poderia ser alguém como você,como eu,poderia ter uma vida social,coisa que não tem e ao invés que alguém ajudar,riem como se isso fosse a coisa mais normal do mundo, e depois ainda dizem que é besteira.Besteira é não conhecer direito as ''suas próprias'' sensações e ficar ai achando que é absolutamente normal.Já pensou como seria frustrante não ter um controle sobre suas emoções?Como você desejaria ter tudo ou simplesmente 'só isso' caso não tivesse? Os avanços tecnológicos e as descobertas científicas trouxeram sim muitas coisas boas para nossa realidade, mas ao mesmo tempo,levaram junto com o protótipo o nosso lado sensível em união com o racional,afinal extremismo não leva ninguém ao sucesso. Um dia,alguém escreveu:
Faça mais do que tocar,
sinta;
Faça mais do que olhar,
observe;
Faça mais do que ler,
absorva;
Faça mais do que escutar,
ouça;
Faça mais do que ouvir,
compreenda;
...As vezes é preciso parar e olhar para longe para podermos enxergar o que está perto de nós.

domingo, 9 de maio de 2010

Realçar

Sempre pensei que quando finalmente estivesse com disposição para criar um blog,teria a apresentação na ponta da língua,mas hoje, só o que tive, foi a disposição de criá-lo, o texto ficará por conta das palavras pescadas agora. Em todo e qualquer caso,temos aqui mais um blog para expressar ideias e visões de mundo, dai ''Realce do Sentido''(Realce:distinção;-Sentido:ponto de vista). Hora satirizando,hora racionalizando,pretendo expor aquilo que me chamar atenção da forma que julgar propícia. Meu nome é Thays Moraes,Seja Bem Vindo!